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Nos seus quatro mil anos de história, o dinheiro ganhou as mais variadas versões imagináveis. Com a tecnologia, as inovações ficaram mais rápidas e surpreendentes. Atualmente, o que tem ganhado a atenção do mundo são as criptomoedas. Em 2009, elas começaram com a primeira versão: o Bitcoin.

De lá para cá, a cada dia que passa uma nova criptomoeda surge e diversos fatores explicam a evolução e popularidade, um deles é a valorização ou desvalorização rápida. Afinal, elas começaram a ficar famosas por causa das histórias dos investidores que ficaram ricos da noite para o dia ou perderam tudo de uma vez.

Quer entender por que isso acontece e responder outras questões quanto à regulamentação, funcionamento e o futuro na economia dos países? Confira agora tudo o que separamos para você ficar por dentro do assunto!

O conceito das criptomoedas surgiu em 2009, com a invenção do Bitcoin por Satoshi Nakamoto (pseudônimo do criador). Na época, ele publicou um artigo para explicar e anunciar um sistema monetário totalmente digital e independente.

Desde então, as criptomoedas são criadas através da tecnologia blockchain (cadeia de blocos, em tradução livre) e transacionadas graças aos sistemas avançados de criptografia que protegem os dados e informações de quem está movimentando os valores.

Em outras palavras, diferente de qualquer outra moeda que pode ser tocada e depende de uma instituição responsável para controlar, as criptomoedas existem somente digitalmente e precisam apenas dos seus usuários. Ou seja, em geral, não são controladas por ninguém.

Em relação à tecnologia blockchain, ela é um sistema de armazenamento de dados em rede, que registra as informações das transações. Cada nova transação feita é marcada em um bloco de dados e eles juntos formam uma corrente ou cadeia de blocos - por isso o nome.

blockchain

Quais criptomoedas existem atualmente?

Desde o lançamento do Bitcoin até hoje, ele é o ativo digital mais conhecido e comentado. É normal que seja assim, afinal é a criptomoeda pioneira, inclusive é responsável por aproximadamente 40% do mercado atualmente. Ou seja, está longe de ser a única em circulação. 

Em 2011, outros nomes começaram aparecer, como Litecoin e Namecoin. Já em 2014, existiam 15 criptomoedas diferentes, entre elas o Ethereum, a segunda mais importante nos dias de hoje. 

No final de agosto de 2021, mais de oito mil criptomoedas já transacionavam em todo o mundo, sendo as principais pelo valor de mercado: 

Mercado Pago - Criptomoedas

Como falamos antes, a realidade é que todos os dias surgem novas criptomoedas - cada uma com as suas particularidades. Neste cenário de dinheiro digital, até mesmo, o governo brasileiro já anunciou a extensão digital do real para os próximos anos.

O que são stablecoins?

As stablecoins (moedas estáveis, em tradução livre) estão atreladas a um ativo existente, o mais comum é o dólar. Na prática, elas só sofrem variações se o preço do ativo correspondente tiver uma variação. 

Hoje, uma das principais stablecoins em circulação é a Tether (USDT). O seu valor está baseado no dólar americano, isso significa que um Tether sempre valerá US$ 1. Outros exemplos de moedas estáveis são USD Coin, Binance USD, Dai e Pax Dollar (USDP). 

Por que as criptomoedas são seguras? 

A segurança é a maior aliada das criptomoedas graças à blockchain e à criptografia. A primeira tem a função de tornar o registro das informações público entre os envolvidos, definitivo e confiável. O objetivo é que seja possível rastrear e verificar todas as transações feitas, uma vez que foram salvas e aprovadas na rede é impossível fazer qualquer modificação.

Por sua vez, a criptografia é uma camada de segurança extra que dificulta qualquer tipo de fraude. De forma simples, ela usa um conjunto de técnicas que protegem as informações para que elas sejam decifradas apenas por quem tem a permissão, no caso o código ou chave de acesso.  

Desde pequenos investidores aos grandes fundos de investimento, todos passaram a negociar criptomoedas. Normalmente, quem começa a comprar está de olho na valorização. Afinal, o Bitcoin é conhecido como um dos ativos que mais se valoriza desde sua criação.

No final de 2010, ele era negociado a um valor aproximado de US$ 0,40. Já entre abril de 2020 e o mesmo mês de 2021, a moeda teve uma alta de 608%, registrando US$ 64.850, considerado um recorde histórico - pelo menos até a data de publicação deste texto. Em compensação, quando este texto foi escrito, o Bitcoin já estava valendo US$ 63 mil. Agora, que você está lendo, certamente, o valor mudou.

Isso é só um entre tantos outros exemplos impressionantes. Um comparativo recente pode ser feito entre janeiro e dezembro de 2020 com outros ativos. Neste ano, o Bitcoin valorizou mais de 400% em reais, enquanto o ouro subiu 55,9%, já o dólar teve uma alta de 29,3%. Ou seja, a cotação do Bitcoin tem a característica de ter essa alta volatilidade, que nada mais é do que essas variações de preços, com valores altos ou baixos.

Obviamente, não é só o Bitcoin que valoriza, diversas outras criptomoedas têm chamado a atenção, inclusive as menos conhecidas. Por exemplo, a Dogecoin teve uma disparada que surpreendeu o mercado. Entre janeiro e maio de 2021, apresentou um pico de valorização de 6.000%, chegando a U$$ 0,74, sendo que em maio de 2020, ela valia U$$ 0,0025.

Além da valorização, muitos se sentem atraídos pela descentralização das criptomoedas, dispensando a necessidade de um banco ou outra instituição financeira cuidar do  dinheiro. Outro diferencial são os inúmeros serviços digitais vinculados às criptomoedas, como redes sociais, marketplaces, streaming e jogos.

As criptomoedas têm muitas vantagens, mas também precisam de adaptações entre os novos usuários. Por exemplo, algumas pessoas temem a falta de regulamentação, por conta das incertezas. Já a alta volatilidade pode ser considerada um risco para os investimentos de curto a médio prazo. Vale lembrar que no início é normal que algumas dúvidas surjam, mas tudo é uma questão de tempo e hábito para que a experiência se torne cada vez mais amigável e intuitiva.

No Brasil, as criptomoedas ainda não têm regulamentação, mas isso não significa que sejam ilegais. Os brasileiros podem comprar e negociar nas plataformas especializadas nesse mercado, além disso, devem declarar os ganhos dependendo do valor movimentado no mês.

Desde 2019, a Receita Federal vem fazendo algumas exigências para declaração dos volumes transacionados acima de R$ 35 mil por mês e a necessidade de declarar anualmente a posse para os valores que excederem R$ 5 mil pelo preço de aquisição. Em 2021, o órgão também criou códigos específicos para utilizar na Declaração de Imposto de Renda.

Apesar dessas implicações, por enquanto, o Banco Central não sinaliza nenhuma regulamentação específica para as criptomoedas. Isso significa que elas não são consideradas juridicamente e nem fazem parte do Sistema Brasileiro de Pagamentos.

A variação do preço do Bitcoin ou de qualquer outra criptomoeda depende principalmente da lei da oferta e da procura. Ou seja, a compra ou não das criptomoedas pode causar mudanças significativas no seu valor. Além disso, esse mercado é totalmente livre, funcionando 24 horas por dia e sete dias por semana, portanto sem regras que travem grandes oscilações, como ocorre com a bolsa de valores.

Nesse cenário, alguns eventos são capazes de estimular a compra ou venda dos ativos e, consequentemente, influenciar a alta ou baixa dos preços. A entrada de investidores institucionais é uma vantagem para o sistema. Em contrapartida, a proibição das plataformas especializadas nesse segmento em alguns países, como Bolívia e China, prejudica a valorização.

Outra curiosidade e diferencial das criptomoedas que influenciam as cotações é o fato de muitas terem uma quantidade limite para produção. Isso significa que são um bem escasso e a partir de algum momento, elas param de ser criadas. Por exemplo, a quantidade máxima de Bitcoin que pode ser emitida é 21 milhões de unidades da moeda. A estimativa atual é que cerca de 90% já estejam no mercado. 

A compra de criptomoedas pode ser feita de diversas formas, como fundos de investimentos,  negociação direta entre duas pessoas ou através de plataformas especializadas. Para quem está começando, as plataformas são o meio mais prático. Nesse caso, o usuário precisa escolher uma opção entre as disponíveis no Brasil.

Depois disso, é necessário fazer um cadastro - essa etapa é semelhante a abrir uma conta em um banco digital, por exemplo. Com todas as informações enviadas e validadas, o próximo passo é fazer um depósito em reais - é possível fazer isso usando os métodos de pagamento tradicionais, como cartão de crédito, Pix e TED.

Assim que os valores aparecerem na conta, basta escolher o tipo de criptomoeda que deseja comprar. Pronto, é só finalizar o processo convertendo o valor em real para o ativo digital desejado.

4 dicas para comprar criptomoedas com segurança

A compra de criptomoedas não deveria ser uma preocupação se não fossem os golpistas na internet, que se aproveitam da falta de conhecimento das vítimas para fazer falsas promessas de investimento ou criam estratégias para enganá-las com informações erradas. Por isso, é importante ficar atento. Conheça algumas dicas para comprar criptomoedas:

Mercado Pago - Criptomoedas

  1. Estude as criptomoedas antes da compra

    Antes de comprar qualquer criptomoeda, é importante que o usuário faça uma pesquisa para entender melhor o objetivo da moeda, seus usos, a tendência de valorização e a volatilidade. Assim, é possível decidir o quanto está disposto a investir sem que haja preocupação futura.

    Com o aprendizado, o investidor iniciante também consegue começar a desenvolver uma visão mais técnica e estratégica para compreender os possíveis riscos e oportunidades, e, além disso, ter mais mecanismos de proteção contra as fraudes.
  1. Fuja das promessas de investimento

    Como em qualquer outro mercado, é normal que comecem a aparecer pessoas oferecendo fórmulas mágicas para enriquecimento fácil e rápido. Os criminosos podem agir de diversas formas, entre elas a criação de moedas fictícias ou convites para clubes de investimento, também conhecidos como esquemas de pirâmides financeiras.

    Para evitar cair em qualquer um desses golpes, procure fazer a compra das criptomoedas apenas com plataformas especializadas. 
  1. Verifique o histórico da plataforma

    É importante escolher uma plataforma que passe confiança para negociar suas moedas. Para fazer a escolha, considere alguns quesitos, como tempo de mercado, volume de transações e número de usuários.

    As avaliações sobre a transparência da empresa podem ser feitas de diversas formas, como citações na imprensa, performance no Reclame Aqui e verificação do CNPJ. Já em relação ao volume de transações, ele pode ser consultado no site da CoinMarketCap
  1. Cuidado com aplicativos e sites falsos

    A clonagem de sites e aplicativos é um golpe comum na internet, que também acontece nas plataformas de criptomoedas. Com páginas idênticas às oficiais, os criminosos conseguem induzir as vítimas a entregarem suas informações.

    Sabendo disso, fique atento a cada operação realizada, procurando seguir alguns cuidados para aumentar a eficiência das funções de segurança. Por exemplo, o ideal é fazer os downloads nas lojas oficiais dos sistemas iOS e Android e verificar os mecanismos de proteção do site, como  ícone de cadeado logo no início da barra de endereço, seguido pelo código https://.

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